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Foto/Imagem Lucas Figueiredo/CBF

Pitacos da Bola, com Eduardo Luiz

O primeiro ano de Tite na Seleção...

Olá amigos internautas que prestigiam o aplicativo Alberto César.

A era Tite completou um ano na Seleção Brasileira nesta semana. Um ano do retorno da credibilidade do futebol brasileiro pelo menos dentro de campo, com vitórias convincentes, clima de alegria entre os jogadores, além do gosto do torcedor em mais uma vez acompanhar as partidas amistosas da nossa seleção. Um ambiente que era de incerteza até mesmo com a participação ou não do Brasil na Copa do Mundo da Rússia, que em oito partidas pelas eliminatórias se transformou em conforto por ser o primeiro país a se classificar para o mundial e com sobras.

Antes de Tite, na época de Dunga, o Brasil sofreu nas eliminatórias. Em seis partidas, duas vitórias contra equipes fraquíssimas em casa, mesmo sem nenhum merecimento, diante de Venezuela e Peru, um bom empate contra a Argentina em Buenos Aires, a derrota na estreia para o Chile, uma aula de futebol e os empates em casa com o Uruguai e fora diante do Paraguai, com atuações abaixo da critica. Sem contar as duas participações vergonhosas na Copa América, primeiro em 2015, sendo eliminado nos pênaltis para o Paraguai e depois em 2016 ao não ter competência para se classificar em grupo com Peru, Haiti e Equador, ficando assim de fora da Copa das Confederações pela primeira vez na história.

Com Tite, a história mudou. A começar com alguns jogadores, visivelmente desgastados com Dunga e que já não escondiam que era passada a hora de mudanças no comando da seleção. Saiu um treinador “boleirão” para a chegada de um gestor de pessoas, que se preocupa com o atleta e não simplesmente com o jogador de futebol, que acompanha os passos de todos os convocados, seja no Brasil, na Europa ou até mesmo na China, que dá oportunidades para trocas de ideias e experiências. Como resultados, oito vitórias consecutivas nas eliminatórias, a classificação antecipada, o ressurgimento de alguns atletas como Paulinho, por exemplo, e outros benefícios para o futebol e o povo brasileiro, que comentou bastante pelas ruas do país sobre os amistosos contra Argentina e Austrália, algo não visto há muito tempo em partidas sem nenhuma importância da Seleção.

Até o momento, foram 11 jogos, sendo oito pelas eliminatórias com oito vitórias e três amistosos, com duas vitórias e somente uma derrota para a Argentina. Agora, o desafio para o segundo ano de Tite é totalmente diferente do primeiro. Se antes, a missão era não passar vergonha e colocar mesmo que aos trancos e barrancos a Seleção no Mundial, agora o objetivo passa a ser dar entrosamento para a equipe à nível de disputar uma Copa do Mundo para ganhar, o que não acontece desde 2002. Nas últimas três edições, não passou das quartas de final na Alemanha em 2006 e na África do Sul em 2010, e chegou às semifinais em casa em 2014 para tomar goleadas para Alemanha e Holanda, esta última na disputa do terceiro lugar. Com três eliminações para seleções europeias, tidas como mais fortes taticamente, realizar amistosos contra elas, pode ser encarado com um grande teste.

Finalizar bem a campanha das eliminatórias com foco em vitórias, bom ambiente e preparação para o Mundial é fundamental para o futuro desta seleção. 2018 pode ser o ano do Brasil, o ano da consagração de Neymar, quem sabe como melhor jogador do planeta, o ano da volta por cima de Thiago Silva, Paulinho, Oscar, Marcelo, Daniel Alves, atletas que ficaram marcados depois dos 7 a 1 para a Alemanha, o ano da afirmação de Gabriel Jesus como um dos principais jogadores do mundo. Os desafios não serão pequenos, mas depois da primeira prova de fogo, a missão é plenamente possível. Boa sorte Tite, boa sorte Brasil!

Um abraço e até a semana que vem, com mais Pitacos da Bola.


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