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Pitacos da Bola, com Eduardo Luiz

O Mito que virou Mico...

 
Olá amigos internautas que prestigiam o aplicativo Alberto César.

Acabou a curta experiência de Rogério Ceni como treinador de futebol no São Paulo Futebol Clube, onde é tido como principal ídolo de todos os tempos por parte do torcedor, como goleiro! Foram pouco mais de seis meses, com números razoáveis (como ele gostava de frisar nas coletivas defensivas) e realidade desastrosa para um clube tão glorioso, mas que vive por momentos delicados, inclusive na iminência da forte ameaça de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o que seria um feito inédito na história do tricampeão mundial.

 Em números foram 37 jogos no comando do time, com 14 vitórias, 13 empates e 10 derrotas. Começou com aproveitamento melhor, mas com o início pífio de Brasileirão, encerrou sua trajetória com apenas 49,5% do comando da equipe. Foram 55 gols pró e 42 gols contra, mas esses dados acabam mascarados porque a maioria destes gols foi no fraco Campeonato Paulista e mesmo assim em vitórias sofridas contra times do interior. O time chegou a sofrer dois gols de São Bento, Novorizontino e Mirassol, além de quatro do rebaixado Audax.

No total, foram três eliminações, praticamente seguidas. No Paulistão caiu em casa diante do Corinthians, na Copa do Brasil também tropeçou no Morumbi contra o Cruzeiro, depois não conseguindo se recuperar no Itaquerão e no Mineirão, respectivamente. Na Copa Sul-Americana, a maior vergonha da temporada: cair em casa também, diante do inexpressivo Defensa e Justicia da Argentina. Alguns problemas de relacionamentos com jogadores como Rodrigo Caio, Maicon e Cícero também foram notícias pelos jornais da capital.

Rogério começou a temporada tentando impor um sistema de jogo amplamente ofensivo. Mudou de ideia com a sequência de gols sofridos, mas essa média pouco diminuiu. Para piorar a situação, o clube parou de fazer gols na medida em que as partidas da temporada ficassem mais complicadas. É verdade que ganhou uma taça, a do torneio da Flórida, durante a pré-temporada nos Estados Unidos, mas hoje chegou-se a conclusão que essa “conquista” acabou é mascarando a realidade do elenco tricolor, que carece de bons jogadores em todas as posições.

Com a saída do mito, o que demorou para acontecer, já que ele só teve um tempo extra em virtude da condição de ídolo do clube, o São Paulo agora corre atrás de pelo menos terminar a temporada de maneira digna. O grande objetivo no Brasileirão neste momento é apenas fugir do rebaixamento. Rogério teve culpa por não dar um padrão tático ao grupo de jogadores, além de não ser o melhor gestor de pessoas, mas a diretoria também precisa reconhecer a sua parcela por ter contratado um treinador sem experiência na função e que para muitos foi na verdade uma grande jogada política em ano eleitoral.

Algumas perguntas agora ficam no ar. Rogério Ceni vai seguir a carreira de treinador? Acredito que não, está queimado no São Paulo nesta função e não tem currículo e simpatia para comandar outra grande equipe brasileira. Não sei se aceitaria começar a carreira em um clube de menor expressão. Deve voltar para o Mato Grosso e ficar em suas fazendas. E o futuro do São Paulo no Brasileirão, após vender jogadores e ficar sem comandante? Com poucas opções de qualidade no mercado, começar a fazer orações por dias melhores pode fazer um bem danado para o futuro do clube, que pode ser bem sombrio. Só o tempo nos dirá estas respostas. Boa sorte São Paulo! Um abraço e até a semana que vem, com mais Pitacos da Bola.  



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