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Foto/Imagem Fernando Torres/CBF

Pitacos da Bola, com Eduardo Luiz

A Famosa Dança dos Treinadores...

Olá amigos internautas que prestigiam o aplicativo Alberto César.

Que no Brasil os clubes tem a tradicional e triste cultura de colocar toda a responsabilidade do fracasso nas costas dos treinadores, todos nós estamos calejados de saber. Mas de uma semana para cá essa “muleta” extrapolou pelo noticiário esportivo de todo o país. Nada mais, nada menos do que nove dos 40 principais clubes do Brasil demitiram seus treinadores por maus resultados e campanhas insatisfatórias nas Séries A e B do Campeonato Nacional.

Começando pela elite, o Atlético-MG demitiu Roger Machado e contratou Rogério Micale, de longa história nas categorias de base do clube, campeão olímpico com a Seleção Brasileira, mas que fracassou no Sul-Americano Sub-20 e por este motivo deixou a CBF. No xará Atlético-GO, Doriva não aguentou a ruindade do lanterna do Brasileirão e pagou o pato, dando lugar ao interino que pode ser efetivado, João Paulo Sanches.

No Vitória, Alexandre Gallo não resistiu a uma sequência de derrotas. Depois de praticamente anunciar Paulo César Carpegiani, o rubro negro baiano confirmou o retorno de Vagner Mancini, que já dirigiu a Chapecoense neste mesmo Brasileirão e fora substituído há algumas semanas por Vinícius Eutrópio. E para finalizar nosso giro pela Série A do Campeonato Brasileiro, o Coritiba trocou Pachequinho pelo retorno de Marcelo Oliveira depois de apanhar de cinta, goleada sofrida por 4 a 0 para a Ponte Preta no Moisés Lucarelli. A Macaca era outra equipe que até esta partida estava em situação delicada quanto à permanência de Gilson Kleina, mas as vitórias sobre os curitibanos Coxa e Furacão deram um respiro ao comandante alvinegro, por enquanto.

Na Série B, a dança das cadeiras continua sendo o assunto. No Paraná, o folclórico Lisca foi contratado para o lugar do emergente Cristian de Souza. O Figueirense, na zona de rebaixamento, resolveu substituir Márcio Goiano por Marcelo Cabo, atual campeão da competição com o Atlético-GO, mas que também não resistiu ao péssimo início de Brasileirão. O ABC mandou embora Geninho para contratar Márcio Fernandes, ex-Guarani. O Goiás, no papel um dos favoritos ao acesso, demitiu Silvio Criciúma e acertou com o polêmico Argel Fucks. Até o Brasil de Pelotas optou pelo desligamento de Rogério Zimermamm, após cinco anos de trabalho e anunciou o ex-goleiro Clemer.  No Guarani, Vadão com a ótima campanha que realiza e a credibilidade que possui diante da diretoria, parece estar seguro até o final da competição, salvo a equipe não despenque pelo segundo turno da Série B.

Hoje no Brasil, o treinador com maior durabilidade no cargo é Claudio Tencati, que em maio desta temporada completou seis anos a frente do Londrina. Como faz boa campanha na Série B, aparentemente não corre risco de demissão. Na Série A, apenas cinco clubes estão com os mesmos treinadores que terminaram a temporada de 2016: Renato Gaúcho no Grêmio, Jair Ventura no Botafogo, Zé Ricardo no Flamengo, Mano Menezes no Cruzeiro e Claudinei Oliveira no Avaí, sendo que os três últimos estão pressionados e podem cair a qualquer momento. 

O problema do futebol brasileiro é o amadorismo dos dirigentes, muitas vezes torcedores. Para abafar qualquer tipo de critica ou descontentamento oriundo das arquibancadas, optam por demitir treinadores por conduta de reação rápida ou simplesmente para virar o canhão que estava apontado para eles, tirando assim toda a responsabilidade e desviando o foco. Infelizmente, a Alemanha fez muito mais do que sete gols no Brasil!

Um abraço e até a semana que vem, com mais Pitacos da Bola.

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