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Foto/Imagem Reprodução Internet

Pacaembu será entregue a empresa, mas eleição repõe Santos na disputa

Concessão do estádio interessa aos candidatos à presidência do clube

Da praça Charles Miller, já dá para sentir o cheiro de história do estádio. Autêntico patrimônio da cidade e do futebol, o Paulo Machado de Carvalho está prestes a receber um escudo e um dono, sendo repassado à iniciativa privada.Incluído no plano de privatizações do prefeito João Doria, "o meu, o seu, o nosso Pacaembu", como sempre faz questão de lembrar o carismático locutor Edson Sorriso, não rende propriamente lucro à cidade: o investimento para mantê-lo vivo beira os R$ 9 milhões mensais.Segundo dados enviados pela Prefeitura de São Paulo, esse custo engloba os equipamentos disponíveis, como: campo de futebol, piscina olímpica, ginásio poliesportivo, ginásio de saibro coberto para tênis, quadra externa de tênis, quadra externa para futsal e vôlei, três pistas de Cooper e duas salas de ginástica e atividade física em geral.Na tentativa de compensação, a receita por ano não passa dos R$ 2 milhões.Preço do patrimônio históricoDe acordo com a Viva Pacaembu, associação de moradores do bairro, o estádio recebeu, em 2017, 38 jogos, divididos entre campeonatos como Copa São Paulo, Paulista, Brasileiro, Taça Cidade de São Paulo e partidas de rúgbi. O maior público do local foi em 28 de outubro, quando o São Paulo venceu o Santos pelo Brasileirão.Na ocasião, 40.004 pessoas foram ao estádio — 34.461 destas pagaram ingresso. Com entradas a preços promocionais, a renda bruta foi de R$ 954.807,00 — 12% do valor é repassado à Prefeitura, além de R$ 71,9 mil, por ser um jogo realizado à tarde (no período da noite, o repasse é de 15%, segundo publicado em Diário Oficial, mais R$ 89,9 mil). Ainda nas quartas de final do Paulistão, Santos e Ponte Preta duelaram por uma vaga à próxima fase diante de 37.145 pessoas, das quais 33.236 compraram seus ingressos. Neste jogo, recebeu-se a maior quantidade de dinheiro em um evento no estádio neste ano: R$ 1.515.650,00. A Prefeitura arrecadou R$ 317.247,50 com a partida noturna.A gestão Doria iniciou o primeiro ano de mandato com a missão de abrir uma concessão para que o monumento da década de 1940 continuasse sob domínio da Prefeitura, mas com todas as despesas e manutenções assumidas pela iniciativa privada.“O Pacaembu vai ter uma concessão que vai variar de 10 a 15 anos, dependendo da modelagem. O museu continua ali, o estádio vai ser utilizado apenas para futebol e outras práticas esportivas, não teremos concessões para outras manifestações que não sejam do esporte. Ele será melhorado com investimento privado em suas condições de segurança, acessibilidade, conforto", explicou o prefeito. Além do 'estádio setentão' propriamente dito, com todos os atrasos de infraestrutura, o parque e a área poliesportiva, que ficam atrás do campo, também serão concessionadas. Segundo o próprio prefeito, apenas aulas à parte serão cobradas no espaço. A praça Charles Miller e o Museu do Futebol, que já é de domínio privado, não estão incluídos.Para fazer a concessão, foi necessária a aprovação do Legislativo. O projeto já foi sancionado pela Câmara de Vereadores em agosto e, agora, a Prefeitura recebe as propostas de estudo das empresas interessadas no projeto.No meio deste ano, foi lançado um PMI (Procedimento de Manifestação de Interesses) — as empresas puderam apresentar propostas e estudos preliminares de arquitetura, do que pretendem fazer no Pacamebu. Esse estudo foi submetido ao Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico), uma vez que trata-se de um local tombado, para que o conselho pudesse averiguar se as mudanças sugeridas podem ser executadas com base nas regras de tombamento.“Recebemos estudos de cinco empresas interessadas, quatro foram aprovados. Com a análise dos documentos, habilitamos as empresas para que pudessem fazer estudos completos para a modelagem de concessão do estádio. Os quatro grupos têm 60 dias para entregar estudos de modelagem econômica, financeira, jurídica e de arquitetura”, explicou a assessoria de imprensa da Prefeitura de São Paulo. 

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